E os espíritos passaram entre as folhagens, mostrando que não estamos sós.
Sinto cheiro de jasmim dos que estão invisíveis ao meu redor.
Eles não sabem, mas eu posso senti-los, até vejo alguns.
A sensação de que nem tudo acaba me conforta, mas o desconhecido sempre será
um desafio.
O vento sopra em minha pele coisas que não compreendo, mas que me fortalecem e
fazem que eu me sinta diferente.
Sussurram em meus ouvidos canções e mantras que a humanidade desconhece e que o tempo
esqueceu em seu curso, mas os anjos ainda se lembram. Sim, ainda se lembram.
Talvez algum dia ainda se façam visíveis entre nós outra vez, mas são tempos de expiação,
e todos nós temos nossos próprios problemas com Deus.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
domingo, 30 de dezembro de 2018
Esposa.
De todos os agradecimentos que antecedem a virada do ano, tenho um agradecimento
muito especial a fazer.
Obrigado a você que atura esse velho rabugento a trinta e quatro anos, oficialmente.
Obrigado por me deixar amar você.
Obrigado por ser a mãe dos meus filhos.
Obrigado por ser minha cúmplice na vida.
Obrigado por segurar minha mão e estar sempre ao meu lado quando as coisas se complicam.
Obrigado por ser o meu céu, meu chão e meu caminho.
Obrigado por me deixar fazer parte da sua vida.
Obrigado por me emprestar a tua luz e me fazer brilhar no mundo.
Obrigado simplesmente por você existir, Ivana.
muito especial a fazer.
Obrigado a você que atura esse velho rabugento a trinta e quatro anos, oficialmente.
Obrigado por me deixar amar você.
Obrigado por ser a mãe dos meus filhos.
Obrigado por ser minha cúmplice na vida.
Obrigado por segurar minha mão e estar sempre ao meu lado quando as coisas se complicam.
Obrigado por ser o meu céu, meu chão e meu caminho.
Obrigado por me deixar fazer parte da sua vida.
Obrigado por me emprestar a tua luz e me fazer brilhar no mundo.
Obrigado simplesmente por você existir, Ivana.
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Procura-se um amor.
Procura-se um amor.
Aquele que, dói quando está longe.
Que quando toca uma música romântica, você chora.
Que faz parte dos seus planos.
Que habita todos os seus sonhos.
Procura-se um amor.
Que não seja eterno, mas que dure muito...muito.
Que enquanto durar, que seja fiel, limpo e puro.
Um amor companheiro, sólido.
Aberto ao mundo, mas surdo e cego às suas intrigas.
Procura-se um amor.
Um desses para sempre em nossa curta vida.
Que traga o paraíso junto com ele.
Aquele que tem de ser presencial, que machuca e cura.
Que traga a felicidade e leve a tristeza embora.
Procura-se um amor.
Um amor leniente, duro,egoísta e livre.
Que quando tudo mais se perder, ele ainda esteja lá, dentro do coração.
Aquele que é paixão e fogo, que traz na lágrima fria a saudade.
Que em suas contradições traz o brilho das estrelas e uma luz que nunca se apaga.
Aquele que, dói quando está longe.
Que quando toca uma música romântica, você chora.
Que faz parte dos seus planos.
Que habita todos os seus sonhos.
Procura-se um amor.
Que não seja eterno, mas que dure muito...muito.
Que enquanto durar, que seja fiel, limpo e puro.
Um amor companheiro, sólido.
Aberto ao mundo, mas surdo e cego às suas intrigas.
Procura-se um amor.
Um desses para sempre em nossa curta vida.
Que traga o paraíso junto com ele.
Aquele que tem de ser presencial, que machuca e cura.
Que traga a felicidade e leve a tristeza embora.
Procura-se um amor.
Um amor leniente, duro,egoísta e livre.
Que quando tudo mais se perder, ele ainda esteja lá, dentro do coração.
Aquele que é paixão e fogo, que traz na lágrima fria a saudade.
Que em suas contradições traz o brilho das estrelas e uma luz que nunca se apaga.
quinta-feira, 19 de julho de 2018
Dois céus.
Sou tão pequeno no meu grito, tão contido.
Mas minha vontade ainda ecoa pelas paredes do tempo.
Aqueles que me cercam não sabem de minha força, mas apenas me cercam.
Tudo em mim é engano, até o batom.
De vilão confuso a herói dramático, será que ainda me serve aquela capa?
Com um toque mudo, ajeito uma mecha de cabelo em sua testa; um fio se prendeu
entre os meus dedos, agora também faz parte de nossa historia.
Uma pequena lágrima que aparece no canto do teu olho, eu a pego com um beijo molhado.
E você me olha serena, decidimos não falar nada.
Lembro de antes, quando línguas se procuravam frenéticas embaixo de dois céus, tudo era
calor, tudo era loucura, e um doce gosto que não se esquece jamais.
Agora já não fazemos mais parte um do outro, não como antes, aquilo passou.
A paixão foi embora, só restaram as verdades, e as verdades machucam.
Seguir cada um o seu caminho pode ser poético, mas é triste, é real.
Não existe realidade alternativa para nós, isso é tudo que sobrou, mas mesmo assim, ainda
espero fazer parte de suas lembranças, não quero desaparecer por completo de sua vida, assim
como nunca te esquecerei da minha.
Nunca mais um beijo.
Nunca mais um desejo.
Nunca mais um toque.
Nunca mais um engano.
Se, quando sair, ainda estiver chovendo, não tenha medo da chuva, é só água fria e pura, continua teu
caminho, pois, como o tempo e a chuva, tudo passa!
Mas minha vontade ainda ecoa pelas paredes do tempo.
Aqueles que me cercam não sabem de minha força, mas apenas me cercam.
Tudo em mim é engano, até o batom.
De vilão confuso a herói dramático, será que ainda me serve aquela capa?
Com um toque mudo, ajeito uma mecha de cabelo em sua testa; um fio se prendeu
entre os meus dedos, agora também faz parte de nossa historia.
Uma pequena lágrima que aparece no canto do teu olho, eu a pego com um beijo molhado.
E você me olha serena, decidimos não falar nada.
Lembro de antes, quando línguas se procuravam frenéticas embaixo de dois céus, tudo era
calor, tudo era loucura, e um doce gosto que não se esquece jamais.
Agora já não fazemos mais parte um do outro, não como antes, aquilo passou.
A paixão foi embora, só restaram as verdades, e as verdades machucam.
Seguir cada um o seu caminho pode ser poético, mas é triste, é real.
Não existe realidade alternativa para nós, isso é tudo que sobrou, mas mesmo assim, ainda
espero fazer parte de suas lembranças, não quero desaparecer por completo de sua vida, assim
como nunca te esquecerei da minha.
Nunca mais um beijo.
Nunca mais um desejo.
Nunca mais um toque.
Nunca mais um engano.
Se, quando sair, ainda estiver chovendo, não tenha medo da chuva, é só água fria e pura, continua teu
caminho, pois, como o tempo e a chuva, tudo passa!
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Você é tudo.
Eu nunca soube realmente como te descrever, para mim mesmo.
Às vezes, te acho a mulher predadora, que não se detêm por nada, que os obstáculos
estão ali, para serem vencidos.
Então, você me excita.
Às vezes, você é aquela pessoa sensata, pé no chão, detalhista.
Então, te admiro.
Às vezes, você é aquela pessoa meiga, compreensiva, meu colo.
Então, me apaixono.
Às vezes, te acho somente linda.
Então, apenas te amo.
Acho que você é tudo!
Às vezes, te acho a mulher predadora, que não se detêm por nada, que os obstáculos
estão ali, para serem vencidos.
Então, você me excita.
Às vezes, você é aquela pessoa sensata, pé no chão, detalhista.
Então, te admiro.
Às vezes, você é aquela pessoa meiga, compreensiva, meu colo.
Então, me apaixono.
Às vezes, te acho somente linda.
Então, apenas te amo.
Acho que você é tudo!
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Uma criança.
Eu vi um homem, empurrando uma cadeira de rodas pela rua, e sobre o acento, uma caixa, e dentro da caixa, uma criança.
Durou poucos segundos, ele só atravessou a rua na minha frente, mas aquela criança acomodada dentro da caixa, toda dobradinha sem se mexer, me incomodou muito.
Tive pensamentos da humanidade desde Adão e Eva, e lembrei de Deus.
É, Deus, aquele do amor ao próximo, do pai celestial, do poder absoluto.
Fiquei pensando naquela criança, condenada a prisão perpétua dentro de um corpo inerte e totalmente
dependente de outra pessoa para tudo.
Lembrei dos meus próprios filhos, perfeitos, graças a Deus.
Então, graças a quem, aquela criança nasceu tetraplégica, não seria o mesmo Deus, por quê?
Dizem que pagamos por pecados que cometemos em vidas passadas, mesmo assim, às vezes, acho
o preço muito alto, porque pune várias pessoas ao mesmo tempo... e uma coisa tão devastadora poderia mesmo
ser de Deus?
Fico com minha dualidade, minhas duvidas, minha rebeldia, e deixo vocês com as suas.
Deus, eu te amo, mas às vezes tenho raiva de você, pois eu vi um homem, uma caixa, uma criança, e
chorei!
Durou poucos segundos, ele só atravessou a rua na minha frente, mas aquela criança acomodada dentro da caixa, toda dobradinha sem se mexer, me incomodou muito.
Tive pensamentos da humanidade desde Adão e Eva, e lembrei de Deus.
É, Deus, aquele do amor ao próximo, do pai celestial, do poder absoluto.
Fiquei pensando naquela criança, condenada a prisão perpétua dentro de um corpo inerte e totalmente
dependente de outra pessoa para tudo.
Lembrei dos meus próprios filhos, perfeitos, graças a Deus.
Então, graças a quem, aquela criança nasceu tetraplégica, não seria o mesmo Deus, por quê?
Dizem que pagamos por pecados que cometemos em vidas passadas, mesmo assim, às vezes, acho
o preço muito alto, porque pune várias pessoas ao mesmo tempo... e uma coisa tão devastadora poderia mesmo
ser de Deus?
Fico com minha dualidade, minhas duvidas, minha rebeldia, e deixo vocês com as suas.
Deus, eu te amo, mas às vezes tenho raiva de você, pois eu vi um homem, uma caixa, uma criança, e
chorei!
O caminho de volta.
Há um buraco negro em meu peito.
Que suga todas as formas de sentimentos e expressões que brotam
em minha alma.
Meus passos pelo deserto somem com o vento, não sobra nada de mim,
estou como a arvore morta, oco.
Meu caminho agora é triste, meu amanhecer é escuro e vazio.
O frio da noite que invade meu ser e para meu coração por um segundo.
Mas não o suficiente para que eu morra, mas forte o bastante para aumentar
a saudade, a melancolia.
As lembranças de você machucam... e lágrimas não levam a dor embora.
Onde está você?
Não consigo seguir seus passos pelo deserto de sal em que você me transformou.
O mundo se tornou cinza, estou sem um rumo, na esquina da vida.
A dúvida atormenta minha mente e a razão, num rasgo de luz, se revela.
Não, não vale mais a pena!
Já deixei toda a dignidade junto com meus ossos, por essa estrada maldita.
Meus pensamentos se voltam para um tempo de felicidade e amor, para o qual eu
estava cego.
Sim, existe outra pessoa nesta história, e ela não vai mais ser ofuscada por ilusões.
Vou tentar refazer o longo caminho de volta, se conseguir, talvez ainda haja alguém
a minha espera.
Alguém que doe tanto amor, que entupa esse buraco e alimente com sua seiva essa
velha árvore.
Quem sabe? Viver novamente!
Sim, eu vou voltar!
Que suga todas as formas de sentimentos e expressões que brotam
em minha alma.
Meus passos pelo deserto somem com o vento, não sobra nada de mim,
estou como a arvore morta, oco.
Meu caminho agora é triste, meu amanhecer é escuro e vazio.
O frio da noite que invade meu ser e para meu coração por um segundo.
Mas não o suficiente para que eu morra, mas forte o bastante para aumentar
a saudade, a melancolia.
As lembranças de você machucam... e lágrimas não levam a dor embora.
Onde está você?
Não consigo seguir seus passos pelo deserto de sal em que você me transformou.
O mundo se tornou cinza, estou sem um rumo, na esquina da vida.
A dúvida atormenta minha mente e a razão, num rasgo de luz, se revela.
Não, não vale mais a pena!
Já deixei toda a dignidade junto com meus ossos, por essa estrada maldita.
Meus pensamentos se voltam para um tempo de felicidade e amor, para o qual eu
estava cego.
Sim, existe outra pessoa nesta história, e ela não vai mais ser ofuscada por ilusões.
Vou tentar refazer o longo caminho de volta, se conseguir, talvez ainda haja alguém
a minha espera.
Alguém que doe tanto amor, que entupa esse buraco e alimente com sua seiva essa
velha árvore.
Quem sabe? Viver novamente!
Sim, eu vou voltar!
Assinar:
Postagens (Atom)